Carro a vapor de Cugnot
Fardier à vapeur
Considerado o primeiro automóvel da história: um trator a vapor de três rodas, feito em 1769 para puxar canhões do Exército francês. Andava a 4 km/h e parava a cada 12 minutos para recuperar a pressão.
- Tipo
- Trator a vapor de três rodas
- Em uso
- 1769–1771
- País
- França
- Unidades
- 2: um protótipo menor (1769) e a versão em tamanho real (1770)
- Onde está
- Musée des Arts et Métiers, em Paris (a versão de 1770)
- 4 km/hvelocidade máxima
- 2,8 tde peso, vazio
- 7,25 mde comprimento
- 12 minde vapor antes de parar
Ao lado de um carro de hoje
Fiat Strada 2027, a picape mais vendida do Brasil
Fiat Strada →
Ficha técnica
Motor
- Tipo
- máquina a vapor de 2 cilindros verticais
- Combustível
- lenha
- Caldeira
- de cobre, com cerca de 1,5 m de diâmetro, pendurada na frente
- Transmissão
- os pistões giram a roda dianteira por um mecanismo de catraca, sem câmbio
Desempenho
- Velocidade máxima
- 3,5 a 4 km/h
- Autonomia
- cerca de 12 minutos, depois parava para reacender o fogo e recuperar a pressão
Dimensões e peso
- Comprimento
- 7,25 m
- Largura
- 2,19 m
- Rodas traseiras
- 1,23 m de diâmetro
- Peso vazio
- cerca de 2,8 t
- Carga prevista
- cerca de 4 t (um canhão)
Rodas e direção
- Rodas
- 3, de madeira com aro de ferro
- Tração
- na roda dianteira
- Direção
- na mesma roda dianteira, que também carregava o motor e a caldeira
Produção
- Inventor
- Nicolas-Joseph Cugnot (1725–1804), engenheiro militar francês
- Encomenda
- Exército francês, com apoio do ministro Choiseul e do general Gribeauval
- Custo
- cerca de 20 mil libras da época
- Unidades
- 2
A história
No século 18, os canhões do Exército francês eram puxados por cavalos. O engenheiro militar Nicolas-Joseph Cugnot propôs trocar os cavalos por uma máquina a vapor, e o governo bancou a ideia. Em 1769 ele testou um protótipo menor; no ano seguinte ficou pronta a versão em tamanho real, o fardier (carroça de carga pesada, em francês).
O desenho era estranho para quem conhece os carros de hoje: tinha uma roda só na frente, e era nela que ficavam a caldeira, os dois cilindros e a tração. Toda a massa pendurada na ponta deixava a direção pesadíssima. A caldeira não dava conta do motor, então a cada 12 minutos mais ou menos era preciso parar, reacender o fogo e esperar a pressão voltar.
Os testes animaram pouco: a 4 km/h, uma pessoa a pé acompanhava o fardier, e ele nunca conseguiu puxar a carga prevista. Quando o ministro Choiseul, que apoiava o projeto, caiu em 1770, a ideia foi engavetada. A máquina sobreviveu e está exposta em Paris, no Musée des Arts et Métiers.
Você sabia?
- Costuma ser apontado como o veículo autopropelido mais antigo que ainda existe.
- Conta a tradição que, num dos testes, ele não fez uma curva e derrubou um muro: seria o primeiro acidente de carro da história. Os historiadores não têm certeza de que aconteceu.
- Foi feito para puxar canhões, mas nunca chegou a ser usado pelo Exército.
- Cugnot morreu em Paris num 2 de outubro, em 1804. Nos últimos anos vivia de uma pensão concedida por Napoleão.
- A ideia do vapor nos carros durou mais do que se imagina: no começo do século 20, carros a vapor ainda disputavam mercado com os de gasolina.
Fotos
Outras fichas impossíveis
Todas →Fotos: Joe deSousa (CC0); MdeVicente (CC0); PHGCOM (CC BY-SA 3.0), via Wikimedia Commons.


1971
1974